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Takashi Yamazaki explicou como os gatos inspiraram o confronto culminante em «Godzilla: Minus Zero»

AutorEquipe editorial Hoje, 06:23 0
Takashi Yamazaki explicou como os gatos inspiraram o confronto culminante em «Godzilla: Minus Zero»
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Em resumo
  • Yamazaki contou que observar seus dois gatos se tornou uma referência cotidiana para retratar criaturas em luta.
  • O roteirista imaginou o confronto entre Godzilla e King Ghidorah como uma luta até a morte, na qual os adversários vão se ferindo e se enfraquecendo aos poucos.
  • O filme recebeu classificação indicativa para maiores de 18 anos; sua estreia nos cinemas dos Estados Unidos está marcada para 6 de novembro, mas o ano não foi informado no material.

A inspiração felina para o confronto entre kaijus

O diretor e roteirista Takashi Yamazaki contou que se lembrou do comportamento de seus dois gatos ao trabalhar no confronto culminante de “Godzilla: Minus Zero”. Em geral, os animais são amigáveis e brincam, mas às vezes a brincadeira já lhe parece uma briga de verdade. Foi essa observação do cotidiano que o ajudou a imaginar como duas criaturas enormes poderiam se comportar quando a brincadeira acaba e começa uma luta a sério.

Segundo Yamazaki, o hábito de observar os gatos influencia a forma como ele vê qualquer briga: nela, ele imagina o confronto entre dois animais de estimação. Isso não significa que a cena reproduza literalmente o comportamento dos bichos. A impressão pessoal serviu, antes, de ponto de partida para encenar o confronto entre Godzilla e o King Ghidorah de três cabeças — não um duelo abstrato, mas uma luta caótica em que cada um tenta derrotar o adversário.

O aspecto felino também fica evidente na descrição do próprio Ghidorah. Já em sua primeira aparição, ele espreita por trás dos edifícios enquanto as pessoas tentam escapar — um comportamento que Yamazaki compara ao de um gato à espreita. Em seguida, o monstro destrói a cidade com descargas elétricas disparadas de suas bocas. Depois, acomoda-se para um longo sono na cratera de uma montanha, que, na escala dos kaiju, parece uma caminha. O contraste torna a criatura ao mesmo tempo ameaçadora e estranhamente familiar.

A lógica do roteiro para uma luta até a morte

A violência da luta final surgiu não apenas das observações do diretor, mas também de uma formulação específica no roteiro. Yamazaki lembra que descreveu o confronto como uma luta até a morte. Para ele, essa ideia já implicava um desfecho inevitável: se dois seres lutam até a morte, um deles precisa morrer. Por isso, a encenação foi construída em torno da questão do que aconteceria quando ambos realmente usassem as habilidades capazes de matar o adversário.

Yamazaki pensou nesse tipo de luta por meio da imagem de adversários que primeiro arrancam pedaços de carne um do outro, enfraquecendo assim o oponente, e depois conseguem desferir o golpe final. Ele considerou natural aplicar essa lógica aos kaiju quando se trata de um combate até a morte. Isso explica o caráter da luta: não é uma breve troca de ataques espetaculares, mas uma destruição física gradual, na qual os ferimentos se tornam parte do caminho até o desfecho.

O diretor também ressaltou que a ideia de que um dos adversários inevitavelmente morrerá implica caos e um espetáculo doloroso. Ao mesmo tempo, confessou que, às vezes, vê Godzilla como um gato sendo provocado. Essa percepção dá à cena um tom ambivalente: a luta é grandiosa e implacável, mas, para o criador, não se resume a uma demonstração de força. Há também um sentimento de pena pela criatura que se vê sob o ataque da outra.

Brutalidade, formato e impacto no público

O texto descreve o confronto como uma das batalhas de kaiju mais fisicamente brutais da franquia. A comparação é feita com o filme «Godzilla», de 2014, dirigido por Gareth Edwards, lembrado pelo golpe final com o sopro atômico direcionado à garganta do MUTO. Em «Minus Zero», o confronto com King Ghidorah começa logo como uma briga corpo a corpo, na qual os monstros atacam os pontos vulneráveis um do outro. Essa comparação descreve apenas a impressão causada pelas cenas, não uma avaliação oficial da franquia.

Os criadores optaram por uma classificação indicativa R para o clímax — a publicação a descreve como a primeira classificação desse tipo para um filme do Godzilla. Isso contextualiza a representação particularmente sangrenta do confronto, embora a classificação, por si só, não explique todas as decisões de direção: Yamazaki as relaciona sobretudo à ideia de uma luta até a morte e ao comportamento animal. Para o público, na prática, é um sinal de que a cena apresenta uma violência mais explícita do que se poderia esperar de uma aventura familiar convencional.

O material também destaca outra particularidade técnica do filme: ele foi o primeiro filme japonês rodado para IMAX. Esse é um aspecto separado da produção, não apontado pelo diretor como causa da violência ou origem da imagem do gato. Junto com a classificação R, isso mostra que o filme se destaca em dois aspectos ao mesmo tempo — o formato de filmagem e o nível de violência na tela. No entanto, o relato de Yamazaki não traz detalhes sobre como exatamente o IMAX influenciou a encenação de uma batalha específica.

Estreia e dúvidas sobre a continuação

A publicação observa que o filme combina destruição em grande escala com elementos humanos emocionalmente pesados, e que o confronto culminante aproveita a oportunidade para mostrar as consequências de um golpe sem atenuá-las. Ao mesmo tempo, a explicação do diretor redireciona a atenção dos efeitos especiais para a ideia inicial simples: duas criaturas, cada uma capaz de matar a outra, entram em uma luta sem intenção de recuar. É essa lógica que conecta a concepção do roteiro à forma física e caótica da cena.

A estreia de «Godzilla: Minus Zero» nos cinemas dos Estados Unidos está marcada para 6 de novembro; o ano não é informado no material original, portanto não é possível especificá-lo com base nesta informação. A crítica publicada elogia, em particular, as cenas de destruição satisfatórias e visualmente impressionantes causadas pelos monstros gigantes. Essa é uma avaliação do crítico, não uma declaração de Yamazaki sobre a concepção do filme. A história sobre os gatos complementa essa avaliação com uma explicação de como o diretor imaginava o comportamento dos monstros em luta.

O futuro da franquia continua incerto. Segundo a publicação, Yamazaki ainda não decidiu se transformará seus filmes de Godzilla em uma trilogia. Ele também disse que a tentativa de superar o vencedor do Oscar «Godzilla Minus One» poderia acabar diluindo o que torna o filme bem-sucedido. Essas declarações não confirmam nem planos para um terceiro filme, nem a desistência dele. Portanto, o relato atual revela a ideia por trás de um único clímax, mas não esclarece os rumos futuros da franquia.

Fonte: IGN

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