Ronaldo anunciou o fim da carreira na seleção de Portugal

- Ronaldo anunciou a 5 de novembro que vai terminar a carreira na seleção de Portugal
- Disse que o seu percurso na seleção nacional começou em agosto de 2003 e durou 23 anos
- A publicação relata um conflito com Jorge Jesus, mas não afirma que tenha sido a causa da decisão
Despedida da seleção nacional
Cristiano Ronaldo anunciou que está a pôr fim à carreira na seleção portuguesa. Comunicou a decisão numa declaração publicada no Instagram e reconheceu que não foi fácil despedir-se da seleção nacional. O avançado descreveu este passo não apenas como resultado de uma reflexão: segundo ele, decisões deste tipo também têm uma componente emocional. Trata-se especificamente da carreira na seleção; na publicação, não descreveu outros planos desportivos.
Ronaldo associou o início do seu percurso na seleção nacional a agosto de 2003 e indicou que este durou 23 anos. Durante esse período, teve, nas suas próprias palavras, a honra e a responsabilidade de envergar a camisola da seleção e a braçadeira de capitão. No entanto, sublinhou que nunca as considerou exclusivamente suas: a camisola, tal como o direito de representar o país, pertence a todos os portugueses. Agora, afirmou o futebolista, chegou o momento de a passar à geração seguinte.
Na parte final da publicação, a despedida é apresentada como o encerramento de uma longa etapa da vida pessoal, e não apenas como uma mudança de estatuto desportivo. Ronaldo escreveu que a seleção mudou a sua vida e destacou que, ao longo dos anos em que jogou, viu nas bancadas e fora delas não só adeptos, mas também pessoas para quem os jogos as ligavam a Portugal. Não indicou um sucessor para o cargo de capitão nem uma data para passar a braçadeira, pelo que as futuras decisões sobre a equipa continuam desconhecidas.
De agosto de 2003 à decisão de sair
Ao explicar o que a equipa significava para si, o futebolista deixou as estatísticas e os resultados em segundo plano. Ao recordar o passado, enumerou jogos, golos, recordes e troféus, mas apontou as pessoas como o principal significado da sua experiência. Em particular, lembrou os emigrantes portugueses que, durante um jogo, podiam sentir-se mais próximos da sua terra natal, e os compatriotas que nunca tinha encontrado pessoalmente, mas que considerava parte da sua vida. Assim, descreveu a seleção como um elo entre o jogador e a sociedade.
Ronaldo contou que procurava ultrapassar os próprios limites e estabelecia objetivos ambiciosos: vencer, tornar-se melhor e entrar para a história. Referiu que exigia constantemente mais de si próprio e acreditava na capacidade da equipa para alcançar novos patamares. Esta é a sua própria descrição da motivação, não uma avaliação de uma época ou competição específica: o comunicado não apresenta resultados de competições individuais nem define novos marcos estatísticos.
As recordações da seleção incluem tanto vitórias que considera inesquecíveis como derrotas em que ainda hoje lhe custa pensar. O futebolista reconheceu os próprios erros e os momentos em que não conseguiu dar aos portugueses aquilo que esperavam. Ainda assim, sublinhou que não desistiu e que continuou a orgulhar-se da oportunidade de representar o país. Esta combinação de reconhecimento dos fracassos e orgulho na equipa foi um dos temas centrais da sua mensagem de despedida.
As memórias pessoais são mais importantes do que os recordes
Ronaldo refletiu também sobre o que fica depois das conquistas desportivas. Segundo ele, os golos são esquecidos com o tempo, os troféus acabam em museus e os recordes podem, mais cedo ou mais tarde, ser batidos. Na sua opinião, o que perdura mais é o lugar que se ocupa no coração das pessoas. Associou o significado da sua carreira à possibilidade de os seus golos terem, pelo menos uma vez, alegrado um adepto, ajudado alguém a esquecer os problemas ou despertado orgulho no país — e não apenas à lista de prémios.
O futebolista descreveu os sentimentos nacionais como uma experiência partilhada: os portugueses sofrem juntos após as derrotas, levantam-se depois das quedas e voltam a acreditar. Neste contexto, destacou a importância das futuras gerações de jovens sonhadores e jogadores que não desistem. Ronaldo mostrou-se confiante de que o país precisa de novos heróis e de pessoas dispostas a acreditar na concretização de objetivos antes inacessíveis. Não mencionou jovens futebolistas específicos nem candidatos a um lugar na equipa.
A passagem da camisola para a próxima geração, no comunicado, soa a um gesto simbólico de despedida, mas não a um anúncio de um procedimento concreto para mudar a composição da equipa. Ronaldo não anunciou quem será o novo capitão nem informou quando a equipa realizará a cerimónia ou disputará o seu último jogo. Por isso, o resultado prático do comunicado, por enquanto, limita-se à confirmação de que o seu percurso na seleção chegou ao fim. Os detalhes de uma possível transferência das responsabilidades de liderança não foram revelados no comunicado.
A passagem de testemunho aos mais jovens e as questões em aberto
Numa mensagem separada dirigida aos companheiros de equipa, Ronaldo agradeceu-lhes pelas arrancadas, pelos abraços, pelas discussões e pelos momentos de silêncio antes de entrarem em campo. Recordou também as vitórias e as derrotas partilhadas, que, segundo ele, tornaram a equipa mais forte. O futebolista chamou uma honra ao cargo de capitão, mas acrescentou que um capitão não percorre o caminho sozinho. Cada um dos companheiros, sublinhou, passou a fazer parte da sua história na seleção nacional.
Ronaldo também agradeceu aos treinadores, dirigentes, médicos, fisioterapeutas, administradores e outros funcionários da seleção. Ele observou que muitos deles não apareciam nas fotografias, embora, sem o trabalho deles, essas imagens não existissem. O atacante agradeceu à família pelo apoio ao seu sonho e pela compreensão durante os períodos de ausência, além dos sacrifícios relacionados ao fato de que, por vezes, a seleção ocupava um lugar importante em sua vida. Esse reconhecimento diz respeito às pessoas que tornaram possível sua longa trajetória na equipe.
A publicação informa que Ronaldo anunciou sua saída em 5 de novembro; ele tem 41 anos, e a decisão foi tomada em meio a um conflito com o técnico Jorge Jesus. No entanto, o texto não confirma que o conflito tenha sido o motivo da saída, portanto não se pode estabelecer uma relação direta entre os acontecimentos. Há também uma discrepância nas datas: a declaração menciona 23 anos e o início em agosto de 2003, enquanto a lembrança final da publicação afirma que o jogador defende as cores da seleção desde 2023. A fonte não explica essa divergência.
Fonte: Champion.com.ua




