Ataques de mísseis em massa em Kiev: até 20 munições, feridos e incêndios

- Até 20 foguetes diferentes foram lançados de três regiões russas
- 2 pessoas feridas, mulher hospitalizada
- Desligamento de eletricidade e abastecimento de água em Kiev
- Incêndios nos distritos de Svyatoshyn, Holosiiv e Obolon
Na noite de 5 de maio, as forças de ocupação russas realizaram um ataque de mísseis em grande escala na capital da Ucrânia. De acordo com informações das Forças Aéreas e canais de monitoramento, até vinte mísseis de diferentes tipos foram lançados a partir de três regiões fronteiriças da Rússia - Kursk, Voronezh e Bryansk - incluindo os hipersônicos 'Zircon', mísseis de cruzeiro 'KN-23', além de mísseis S-400 e 'Iskander-M'.
Especificações técnicas e escala do ataque
A aplicação de tal variedade de armas indica a disposição do exército russo em utilizar os sistemas mais modernos de defesa aérea e terrestre. Os mísseis hipersônicos 'Tsirkon' têm a capacidade de superar a defesa antimísseis, enquanto o 'Iskander-M' é um míssil tático manobrável que permite atingir alvos a grandes distâncias. Segundo uma estimativa preliminar, cerca de vinte munições foram envolvidas no ataque, tornando-o um dos mais massivos do último ano.
O chefe da administração estadual da região de Kiev, Timur Tkachenko, informou que, como resultado do ataque em Kiev, há conhecimento de duas pessoas feridas. Uma das feridas – uma mulher – foi hospitalizada. Segundo ele, o ataque com mísseis foi direcionado principalmente à infraestrutura energética, o que resultou em cortes de energia em larga escala e interrupções no abastecimento de água na capital.
Danos à infraestrutura e incêndios
De acordo com os dados da prefeitura, um incêndio eclodiu em uma casa residencial privada no distrito de Sviyatoshyn. No distrito de Holosiivskyi, um edifício de armazém pegou fogo, conforme relatou a Administração Militar da Cidade de Kiev (KMVA). No distrito de Obolon, devido ao impacto, ocorreu uma explosão de incêndio nas instalações de uma loja. As equipes de bombeiros chegaram rapidamente ao local, no entanto, os incidentes destacam o risco de propagação do fogo durante ataques de mísseis.
Além das destruições diretas, o ataque causou cortes de energia em várias áreas da cidade, bem como interrupções no fornecimento de água potável. Isso dificulta o trabalho das instituições médicas e a vida da população, que já enfrenta as consequências da guerra há muito tempo.
Contexto e reação da mídia internacional
Anteriormente, a publicação britânica The Guardian informou que, apenas na semana passada, mísseis e drones russos atingiram edifícios residenciais, escritórios, armazéns e centros de processamento de dados em toda Kiev. De acordo com eles, quase diariamente, devido aos ataques russos, civis morrem ou ficam feridos na capital, criando a sensação de que Kiev está se transformando em uma cidade de frente de batalha.
Segundo especialistas, a atual onda de ataques é a mais intensa desde a invasão em larga escala em 2022. O uso de mísseis hipersônicos e uma grande quantidade de munições destaca a escalada do conflito e a determinação da Rússia em continuar pressionando a infraestrutura ucraniana, especialmente a energética, que é crítica para o funcionamento do estado durante a guerra.
As autoridades ucranianas e a comunidade internacional pedem um reforço na proteção da infraestrutura civil e a disponibilização de mais recursos para defesa antimísseis. Enquanto isso, os moradores de Kiev enfrentam novos desafios – desde a falta de eletricidade até o risco de novos incêndios – sua resiliência e prontidão para novos ataques permanecem fatores-chave na resistência à agressão russa.
Fonte: UNIAN



